
O ar denso do Jurássico queimava meus pulmões enquanto eu pisava no lodo vivo de uma Paraíba ancestral. Samambaias gigantescas tocavam o céu, e o tempo parecia dobrar-se sobre si mesmo diante de meus olhos.
Um saurópode de pescoço infinito emergiu da névoa, deixando pegadas que seriam fósseis no futuro. Seus olhos dourados encontraram os meus, revelando uma inteligência que a ciência ainda tenta decifrar em pedras frias.
A harmonia foi quebrada por um rugido gutural que fez as árvores tremerem sob a fúria de um predador. Recuei entre as rochas, sentindo o calor de um mundo onde a sobrevivência era o único dogma absoluto.
Em seguida, despertei no presente, tocando o relevo de uma marca no solo do Monumento Natural. O sonho findou, mas o cheiro de resina antiga em minhas mãos provava que, por um instante, eu caminhei entre gigantes.
PS.: Demanda da disciplina Produção de Textos, 1o. ano, Ensino Médio, Colégio Marista de Brasília
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